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A vida não é uma balada

Ela reclama porque o gestor a advertiu por causa do atraso. Ele resmunga porque não vai emendar o feriado… Cara emburrada, indiferença e uma atitude típica de quem não gosta de compromissos e regras. Seja bem-vindo à realidade paralela na qual vivem alguns jovens brasileiros.

Antes de prosseguir, uma ressalva. Neste imenso País, há sim jovens batalhadores que trabalham, estudam, ajudam a sustentar e a cuidar da família. Também existem jovens que, apesar do acesso a recursos financeiros, batalham para ter uma carreira e não depender do patrimônio da família.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2015, a taxa de desocupação entre jovens entre de 18 a 24 anos chegou a 16,8% e foi a que mais cresceu entre as faixas etárias.

Tem mais… Pesquisa realizada pela agência Consumoteca mostra que, nos últimos dois anos, foram exatamente esses jovens os que mais adiaram ou abandonaram planos. A pesquisa mostra que os jovens da classe C são os que mais sentem o efeito da crise econômica. “O que preocupa é que teremos uma geração menos escolarizada e menos preparada para o mercado de trabalho. Todos esses nem-nens (que não estudam e nem trabalham) podem encontrar uma nova dificuldade de inserção quando a crise passar”, explicou Michel Alcoforado, antropólogo e sócio fundador da Consumoteca, em entrevista ao jornal El País.

Pois bem… Esse texto é um alerta para aquela turma que acredita que a vida está ganha e que está tudo bem e, sim, vale para todas as classes sociais…

Na realidade paralela na qual vivem alguns jovens brasileiros, essa coisa de estágio e emprego é demais para a vida de reis que levam. Compromisso? Ah, não… Horário para entrar e para sair? Trabalhar? Estudar? Tarefas para entregar? Nem pensar…

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Esses jovens, quando trabalham, trocam de estágio e de emprego como quem tira o tênis para colocar o chinelo. Não suportam ser questionados ou cobrados. Sentem-se profundamente ofendidos quando recebem uma crítica ou recomendação. Agem como tiranos e não respeitam nada nem ninguém.

Para você, jovem, que se sente incompreendido e perseguido, um recado… A vida profissional não é o seu quarto. O seu gestor não é sua babá ou sua mãe. Seus colegas não são seus amigos da balada.

Eles não estão lá para satisfazê-lo ou para concordar com tudo o que você diz e faz.

Seguinte… A fonte de dinheiro que te sustenta hoje não vai durar para sempre. Em algum momento, você vai precisar, sim, se virar para ter aquilo que deseja e gosta.

Dinheiro é bom. Dinheiro banca a balada, aquela roupa bacana, o carro, a moto, a praia, a cerveja… É… Dinheiro é muito bom, mas não cai do céu! O meio de conseguir tudo isso, de forma honesta, é um só: trabalhando!

Para crescer no trabalho e ser respeitado é preciso postura e comprometimento. A postura é demonstrada de muitas formas: na maneira e no conteúdo do que você fala, na forma como se relaciona com os colegas, no modo como você recebe orientações e críticas e como lida com elas.

Comprometimento é mais do que entregar o que é pedido no prazo estipulado. Comprometimento é se preocupar em aprender ao máximo com cada situação, é deixar de lado a arrogância e colaborar mais.

A juventude é uma fase muito bacana e deve ser aproveitada da melhor forma possível. Mas é importante pensar no amanhã. Você pode sim curtir o melhor da sua idade, mas organize seu tempo. Estude, dedique-se a uma carreira. A vida passa muito rápido. As oportunidades, também.

Clique aqui e leia mais sobre como se dar bem nesses tempos de crise.

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