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Candidata perfeita, porém, mãe

Sim, gente, estamos em 2017 e ainda existe discriminação às mães no mercado de trabalho.
O caso da vez, entre tantos similares que não repercutem, é de uma profissional que não foi contratada por ser mãe.

Sonia era considerada a candidata perfeita para a vaga de Gerente Financeiro e de Controladoria de uma empresa. Formada, pós-graduada, experiente na área e função, participou do processo seletivo por dois meses, até a etapa final, fez testes, entregas de relatórios e inúmeras entrevistas. Nadou, nadou, e morreu na praia.

Depois de todas as etapas do processo, a recrutadora responsável pela contratação encerrou a seleção e deu um retorno à Sonia, que comentou em rede social: “Ontem me ligaram e me informaram que haviam aprovado outro candidato, porque acharam que pelo fato de eu ser mãe de dois filhos pequenos não conseguiria me dedicar tanto.

Perguntas como “você tem filhos?”, “qual a idade?”, “com quem a criança vai ficar?”, “e se ele ficar doente?”, “planeja ter filhos?”, e muitas outras do gênero, são comuns nas entrevistas de emprego – comuns naquelas com candidatas do sexo feminino, diga-se de passagem.

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É esperado que as empresas façam perguntas relacionadas à vida pessoal do profissional, afinal, um novo trabalho é o início de uma nova relação e muitos pontos devem ser alinhados. A questão é problemática é: essas perguntas são feitas com a intenção de entender um cenário e pressupor que a candidata não será capaz de desempenhar as atividades por, simplesmente, ser mãe.

Mesmo com todas as conquistas relacionadas à igualdade dos gêneros, como reflexo do posicionamento social, as mães ainda recebem toda a carga de responsabilidade da educação dos filhos e o estigma de que não poderão contribuir integralmente no seu papel profissional quanto uma mulher sem filhos ou um homem, e perdem espaço no mercado de trabalho.

Trazendo um pouco de dados, no Brasil, a maior parte da população é composta por mulheres (51,4%). A maioria também é feminina quando o assunto é escolaridade por tempo de estudo. E mesmo com os fatos que as favorecem no mercado de trabalho, as mulheres ainda ganham menos e ocupam menos posições de liderança.

É um conjunto de fatos que escancaram a discriminação às mães e desigualdade de gêneros no mundo profissional e que demonstram como o mercado anula capacidade delas de contribuírem para os negócios. 

Sendo contra a visão geral do mercado, dos recrutadores e de toda a sociedade, não é segredo que as mulheres, mães ou não, são qualificadas para desempenharem quaisquer atividades.

E você, já viveu na pele discriminação no ambiente de trabalho?

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