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“Currículo cego”, pra que todo mundo seja visto

Você já ficou sabendo de alguma história onde uma pessoa foi eliminada de um processo seletivo por ser discriminada? Pode até ser daquelas histórias contadas sobre o Fulano, amigo do Ciclano e vizinho do Beltrano, por exemplo. Se você puxar bem pela memória, temos certeza que você se lembra. Afinal, não é segredo nenhum que a discriminação, seja por gênero, idade, raça e vários outros motivos, ainda está presente no mercado de trabalho.

Mas, e se existisse um método que evita que o preconceito elimine candidatos a uma vaga de emprego? Parece bom demais pra ser verdade, não é mesmo? Acontece que é verdade, ou, no mínimo, está se tornando real.

Sem nome, idade, gênero e endereço. Essa é a proposta do “currículo cego”, uma prática que está se tornando cada vez mais comum em países como França, Espanha, Alemanha, Reino Unido, Suécia e Holanda para impedir que, consciente ou inconscientemente, os recrutadores discriminem os candidatos por características pessoais e avaliem somente suas qualificações e vivências profissionais.

A ideia de excluir os dados pessoais do currículo pode ser, entre tantas as medidas necessárias, uma força a mais para promover a diversidade no mercado de trabalho. Para sintetizar porquê iniciativas como essa são tão importantes, se liga nesses dados daqui do Brasil:

  • 54% da população é negra, mas menos de 5% dos cargos de gestão são ocupados por negros;
  • A taxa de desemprego também é maior para essa parcela da população;
  • O salário? Sim, a média para negros é menor;
  • Entre os mais velhos, apenas 1 a cada 5 estão empregados, contra 2 entre os que têm menos de 49 anos;
  • As mulheres, que também são a maioria da população (51%), ocupam apenas 13% das posições de liderança nas empresas;
  • Além disso, elas também ganham menos. Na média, 24% a menos do que a média masculina;
  • Nos cargos de gestão e liderança, 32% a menos.

Deu pra sentir um cheiro de como a desigualdade é real no mercado? Pois é! E estes são pouquíssimos dados, mas que nos permitem entender que, por menor que seja, toda forma de promover a inclusão daqueles que sofrem discriminação é válida e essencial.

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