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Marchinhas de carnaval: tradição ou preconceito?

O carnaval é só no final do mês, mas estamos falando de Brasil, e o aquecimento aqui começa já nos primeiros dias do ano. E foi cedo também que surgiu a primeira polêmica sobre a festa: as marchinhas de carnaval estão sendo criticadas por grupos que representam as minorias sociais por apresentarem discursos preconceituosos.

Tá, mas o que isso tem a ver com carreira?

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Quem defende que as marchinhas como “Maria sapatão”, “Cabeleira do Zezé’’ e “Mulata Bossa Nova” continuem sendo reproduzidas nas comemorações de rua, acredita que as músicas fazem parte da tradição do carnaval, e não estão abertos para novas reflexões e posicionamentos.

Na vida profissional, muitas vezes, batemos nas mesmas teclas e não nos abrimos para novas possibilidades, que podem ser muito mais coerentes – coerentes assim como abdicar do uso das marchinhas discriminatórias -, que podem ter muito mais sentido para a carreira e serem mais promissoras.

Escolher a tradição não significa fazer o certo nem o errado. Cada caso deve ser analisado particularmente. Optar por profissões tradicionais, ambientes de trabalho, empresas e vestimentas formais pode fazer sentido ou não.

Acha válida a reflexão se vale a pena tolerar algo julgado como inadequado ou discriminatório por ser tradição?

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