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Sexo frágil não cabe mais a elas

Há muito tempo, a mulher deixou de ser vista como mãe e cuidadora do lar, enquanto o homem representava um papel associado à ideia de chefe de família e provedor financeiro. Essa história de “’bela, recatada e do lar” é, literalmente, coisa do tempo do guaraná-com-rolha que a vovozinha servia para a família.

Afinal, a quantidade de mulheres que passaram a ser ”chefes de família” aumentou mais do que quatro vezes, nos últimos dez anos, atingindo a marca de 1,4 milhão de provedoras, segundo o IBGE. E, claro, muitas vezes acumulando a tal ”dupla jornada feminina”, pois 88% das mulheres que trabalham fora conciliam obrigações da carreira com os afazeres domésticos.

“Muitas de nós têm de criar as nossas famílias sozinhas, temos jornada dupla, jornada tripla [extensão de horas de trabalho por causa das tarefas domésticas]. Nós somos lutadoras. Bela, para a gente, é a mulher que luta”, afirma Isabel Cristina Firmino, técnica de enfermagem no Hospital Universitário António Pedro, em entrevista ao jornal Público. Esta capacidade brutal de trabalho torna a mulher um dínamo de força e competência.

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Mesmo provando sua competência — e plenamente cientes de sua força e capacidade — a mulher ainda tem muito espaço a conquistar no mercado de trabalho.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, a igualdade de gêneros no mercado de trabalho ainda está longe de acontecer. Somente em meados de 2095 os salários finalmente deverão ser equiparados e as posições igualitariamente distribuídas.

É claro que estes levantamento são irrelevantes diante da fibra feminina. Cada vez mais, elas provam que vão acelerar este processo. Segundo estudo do Credisuisse, empresas com mais de 30% de executivas têm 15% a mais de lucro. De acordo com matéria da Revista Galileu, esta pesquisa, feita com 2.360 empresas de todo o mundo, mostra que, nesses últimos anos de crise econômica generalizada, as corporações com mulheres na direção tiveram um desempenho bem acima daquelas totalmente controladas por homens.

Afinal, a necessidade de conquistar seu espaço, desde o início do século XX, transformou as mulheres em guerreiras, assertivas e líderes em empresas, da moda à engenharia. Elas estão presentes em todas as disputas, em todos os níveis, e há muito abandonaram papéis submissos nas empresas. Tanto é que, atualmente, as mulheres já ocupam a mesma proporção dos homens, nas áreas de Ciências Sociais, Direito e Negócios. E, muito antes de 2095, elas terão equilibrado este jogo nos demais campos, afinal o rótulo de sexo frágil não cabe mais às novas chefes de família.

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