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Só serei feliz e realizado em cargos altos?

Empresas investem cada vez mais em profissionais que nem sempre almejam cargos de chefia, mas apostam em funções técnicas.

Todos pensam em terminar a faculdade, conseguir um bom emprego e com o passar do tempo alcançar posições mais importantes dentro de uma empresa como, por exemplo, um cargo de diretor, certo? No entanto, não é necessário estar à frente de altos cargos para ter a sensação de que o sucesso profissional finalmente chegou.

A ânsia de conseguir uma promoção na carreira pode atrapalhar o aprendizado do profissional e impedir seu amadurecimento. Quem entra em uma empresa pensando em alcançar um cargo de chefia em pouco tempo tende a não vivenciar experiências importantes para a carreira, pulando etapas e desconhecendo aptidões que só poderão ser constatadas em determinadas funções.

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Empresas paulistanas tem investido em funcionários que não querem ter cargos de chefia. É o chamado plano de carreira em “y”, onde as companhias valorizam potencial técnico para criar especialistas. A possibilidade não impede o profissional de crescer na empresa e alcançar postos de liderança, mas oferece a chance de se especializar em uma determinada função técnica. Nos dois casos o salário e os benefícios são compatíveis.

Nem todo mundo nasceu para liderar, porém isso não é um sinal de fracasso. Há pessoas que não são boas à frente da direção da empresa, mas desenvolvem um brilhante papel como coordenador ou gerente de um determinado setor. O sucesso independe do cargo, ele depende exclusivamente de como o profissional desenvolve e insere, positivamente, o seu trabalho na empresa. Nem sempre um diretor está satisfeito com sua rotina, ao contrário de um técnico ou especialista, que pode contribuir até mais para o crescimento e desenvolvimento da companhia.

Uma pesquisa norte-americana, realizada em 2015 pela Carrer Builder, revelou que profissionais de várias faixas etárias estão menos interessados em postos de liderança. De acordo com o estudo, para a maioria das pessoas entrevistadas, as experiências vividas têm um papel mais central do que o peso do cargo que ocupam ou o dinheiro que recebem. Atualmente o trabalho está mais ligado com satisfação do que propriamente remuneração. Não que o salário não seja um fator considerado importante, mas hoje os profissionais buscam maior qualidade de vida e satisfação profissional.

Como estamos inseridos em uma era de abundante informação, a velocidade com que se desenrolam as carreiras não combina com o tradicional modelo hierárquico das corporações. Os ciclos de carreiras encurtaram e as pessoas almejam crescer mais rapidamente dentro da empresa. Porém, não há cargos para todos em um espaço tão curto de tempo. Por isso, não foque ou trace metas para atingir um cargo de diretor em pouco tempo. Vivenciar cada posto de trabalho e adquirir experiência é mais maduro e menos decepcionante. Independente da posição que você ocupe, é sempre bom lembrar que nenhum cargo é sinônimo de mais ou menos sucesso. Sem uma equipe a empresa não atinge seus resultados, todos desenvolvem papeis fundamentais para o crescimento da companhia. Aproveite sua oportunidade e tenha orgulho de seu posto de trabalho.

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